Entrevista com Rodrigo Polisel

Entrevista com Rodrigo Polisel

Por Rodrigo Polisel

Figura 1. Rodrigo Polisel. Fonte: arquivo pessoal.

Figura 1. Rodrigo Polisel. Fonte: arquivo pessoal.

Você já deve, em algum de seus acessos às redes sociais ou encontros com amigos de sua área de atuação, ouvido falar ou até mesmo visto minha foto estampada em sua timeline (Figura 1). Eu costumo divulgar meus cursos e treinamentos presenciais e on line, além de dividir meus conhecimentos nas redes sociais, sites e canal do YouTube.

Você já deve ter se perguntado: quem é o Rodrigo? Será que ele realmente sabe sobre o que está falando? Afinal de contas, lidamos diariamente com uma enxurrada de informações e pessoas que se auto promovem nas mídias. E nos perguntamos se tudo o que dizem e divulgam são verdades ou falácias criadas para a sua promoção pessoal.
A internet socializou o conhecimento, mas também criou armadilhas. Nem tudo publicado é verdade. Leituras criteriosas e cuidadosa das informações são imprescindíveis para a construção do nosso conhecimento e tomada de decisões. Pensando nisso, pensei em contar rapidamente a minha história, a de um Biólogo que tanto preza pela divulgação científica!

Quem é o Rodrigo Polisel?
Eu sou o caçula de três irmãos que passou seus momentos de lazer da infância e adolescência na chácara de sua família em Juquitiba (Figura 2), uma cidade a 60 km de São Paulo (minha cidade natal). O gosto pela natureza vem de família. Meu avô cultivava e comercializava mudas na cidade de Sorocaba e região. Herdei dele o gosto pelas plantas e a facilidade de lidar com elas e guardar seus nomes.

Figura 2. A chácara da família do Rodrigo Polisel. Fonte: arquivo pessoal.

Figura 2. A chácara da família do Rodrigo Polisel. Fonte: arquivo pessoal.

Nunca tive dúvidas de que gostaria de ser Biólogo! Para tanto, não tive receio de mudar de escola e dedicar-se ao máximo para cursar uma boa universidade pública. E foi assim que me tornei o primeiro da minha família a cursar uma universidade pública, a USP, em 2004. Meus pais apenas completaram o ginásio, mas desde cedo me ensinaram a lutar pelos meus objetivos, colocar o estudo acima de tudo, não ter medo do trabalho e principalmente a ser uma pessoa honesta e dedicada a tudo o que faço!
Durante o primeiro ano da faculdade, tentei experimentar outra área de atuação. Meu estágio em Microbiologia não durou nem uma semana e me levou a procurar uma vaga no Instituto Florestal do Estado de São Paulo (IFSP). Lá iniciei no setor de sementes. Uma amiga me apresentou a outro setor, o de Ecologia Florestal. De lá não saí mais! Encontrei pessoas fabulosas que fizeram “me encontrar” profissionalmente. Se meu avô passou o gosto pelas plantas, a equipe da Ecologia Florestal passou-me o gosto pela taxonomia de campo! Meus grandes mestres e amigos, Dra. Natalia Ivanauskas e Ms. Geraldo Franco precisaram de muita paciência no começo (Figura 3). E eu, em contrapartida, precisei de muitos dias dentro do herbário. Queria saber identificar as espécies como eles, usando só características vegetativas e produzir grandes listas em apenas uma caminhada na mata.

Figura 3. Dra. Natalia Ivanauskas e Ms. Geral Franco, pesquisadores do Instituto Florestal do Estado de São Paulo. Co-orientadora e orientador de iniciação científica e Mestrado do Rodrigo Polisel, apontados como grandes amigos e incentivadores do biólogo e pesquisador em formação. Responsáveis pelo gosto pela ciência e pela arte de ensinar. Fonte: arquivo pessoal.

Figura 3. Dra. Natalia Ivanauskas e Ms. Geral Franco, pesquisadores do Instituto Florestal do Estado de São Paulo. Co-orientadora e orientador de iniciação científica e Mestrado do Rodrigo Polisel, apontados como grandes amigos e incentivadores do biólogo e pesquisador em formação. Responsáveis pelo gosto pela ciência e pela arte de ensinar. Fonte: arquivo pessoal.

Não foi fácil! Tudo parecia a mesma coisa no início! Num dado dia, tive a ideia de perguntar ao meu orientador, Geraldo, se poderia coletar umas plantas na chácara do meu pai para treinar a identificação. O meu orientador, sempre muito solicito, aceitou! Todo feliz, naquele final de ano, pedi de presente no amigo secreto tradicional da família um podão! Sim, um podão para espanto de todos! Muitos nem sabiam do que se tratava.

Ganhei o “podão” e o levei na viagem de férias de fim de ano para São Vicente, litoral de São Paulo. Resolvi estreá-lo no Orquidário de Santos. Ao tentar acessar o local, munido do meu podão, fui obviamente barrado pela segurança do local. Não sabia, até aquele momento, que coletas em áreas de proteção e conservação eram proibidas. Fiquei chateado mas prometi a mim mesmo que um dia voltaria lá!

Depois de 2 semanas, fui então à chácara de meu pai e iniciei coletas nas matas adjacentes à propriedade da família, pertencentes a parentes e vizinhos de longa data. Coletei enormes sacos, repleto de centenas de “espécies” diferentes! Quis tomar este cuidado de não coletar nada repetido. Para minha surpresa e decepção, ao chegar ao IFSP, meu orientador disse que praticamente mais da metade das coletas eram espécies repetidas. Mas ele me tranquilizou. Disse que era assim mesmo no começo! E não desanimei.

Nos finais de semanas seguintes retornei à chácara e realizei novas coletas, tomando cuidado redobrado. Durante as férias da faculdade, eu priorizava a idas a campo.  Com a ajuda e paciência dele, fui aprendendo a “morfotipar” as espécies usando características vegetativas além das reprodutivas. Nem tudo que coletava tinha flor e fruto! Além do meu orientador, buscava informações em guias ilustrados e internet, mas me sentia ainda perdido. Tive a ideia de construir uma Chave de Identificação. Já conhecia algumas baseadas em caracteres reprodutivos (flor e fruto), mas não achava uma de vegetativos para a região da chácara do meu pai. Resolvi então iniciar a construção de uma e pedi ajuda, novamente, ao Ms. Geraldo e à Dra. Natália. Eles aceitaram ajudar e contribuir com sugestões. Esta foi a minha tarefa das horas vagas seguintes e uma pesquisa que comecei a realizar em paralelo com a minha Iniciação Científica.

Seguindo o ramo do meu avô, fundei em 2005 o Viveiro Maria Tereza, nome em homenagem às minhas duas avós.

Figura 4. Palestras ministradas na ação ambiental conhecida como “Descida Ecológica” realizada por empresa de rafting. Fonte: arquivo pessoal.

Figura 4. Palestras ministradas na ação ambiental conhecida como “Descida Ecológica” realizada por empresa de rafting. Fonte: arquivo pessoal.

Através dele, tive a oportunidade de iniciar o oferecimento de pequenas palestras em eventos de Descidas Ecológicas organizadas em empresa de rafting e iniciativas de plantios (Figura 4). Numa dada ida à chácara, um integrante de uma ONG da região, foi ao local adquirir mudas. Ao chegar ao local, viu que existia um enorme potencial de usá-lo para ministrar um curso para integrantes de ONGs de conservação e interessados em Botânica, e eu poderia dividir os meus conhecimentos adquiridos ao longo do estágio.

 

Foi nesta conversa despretensiosa que surgiu a primeira edição do Curso de Identificação em Campo das Famílias Botânicas da Mata Atlântica, em janeiro de 2008, ainda durante a minha graduação. Nunca tinha dado um curso. No máximo havia participado de apresentações de trabalhos científicos em congressos e pequenas palestras. Pedi ajuda a duas amigas do estágio no IFSP e realizamos esta empreitada. E o curso foi um sucesso! Com o tempo, estas duas amigas não puderam mais integrar a equipe. Dois colegas da faculdade passaram a encabeçar junto comigo nesta temática e as demais que surgiram com a nossa dedicação, que já somam 9 anos (Figura 5). Surge, assim, a empresa Brasil Bioma Estudos Ambientais em 2012, uma empresa especializada em Cursos de Extensão em Botânica (Mais informações em: www.brasilbioma.com.br).

Figura 5. Algumas imagens de turmas e atividades dos Cursos Presenciais da Brasil Bioma. Fonte: arquivo pessoal.

Figura 5. Algumas imagens de turmas e atividades dos Cursos Presenciais da Brasil Bioma. Fonte: arquivo pessoal.

O Curso de Identificação em Campo das Famílias Botânicas da Mata Atlântica já possui 31 edições. Os demais que surgiram foram: Curso de Identificação Aplicado à Restauração (10 edições), o Curso de Caracterização da Vegetação (3 edições), o Curso de Identificação da Flora de Altitude (1 edição), o Curso de Identificação da Flora de Transição Mata Atlântica e Cerrado (1 edição), o Curso de Levantamento de Fauna e Flora (1 edição; Figura 6). Além destes, oferecemos cursos in company à CETESB, IBAMA e Polícia Ambiental (Figura 7). Dei cursos também em universidades, ONGs e instituições privadas. Assim, já foram treinados presencialmente mais de 1600 profissionais, estudantes e amantes da natureza. Na modalidade on line, contamos com quase 400 acessos distribuídos a profissionais da área ambiental de praticamente todos os Estados Brasileiros. Conheça a proposta do nosso curso ON-LINE sobre Identificação de Plantas aqui! (www.taxonomiavegetal.com.br/especial-boleto).

Figura 7. Duas imagens de cursos ministrados pelo Rodrigo para capacitação de funcionários de órgãos ambientais além de empresas de consultorias. Fonte: arquivo pessoal.

Figura 7. Duas imagens de cursos ministrados pelo Rodrigo para capacitação de funcionários de órgãos ambientais além de empresas de consultorias. Fonte: arquivo pessoal.

 

E a chave, que comecei a desenvolvê-la no estágio, veio evoluindo juntamente comigo e a cada edição dos cursos. De 70 passos e uma chave única em 2007, agora ela se desmembrou em 7 sub chaves com mais de 400 passos no total! E ela não para de mudar. Engloba hoje todas as fitofisionomias do país. Sabe aquela sua meta profissional, um produto que você tem interessem em fazê-lo com EXCELÊNCIA, que você se dedica muito e sempre após revê-lo, avalia que precisa de uma mudança ou outra? Assim é a chave para mim! E não vou parar de aprimorá-la nunca! Hoje, o aluno do meu treinamento ON-LINE recebe todas as atualizações que essa chave vier a ter a partir do momento que adquire o acesso ao curso, de forma vitalícia. É a forma mais direta de dizer: Venha comigo e participe desse processo de melhoria da Chave de Identificação! Quanto mais testá-la em diferentes regiões do Brasil, melhor ela ficará!

Isso é o máximo! É muito bom ter um sonho na vida para se dedicar! Diferenciar as plantas do ponto de vista vegetativo não é nem um pouco fácil! Essa dedicação é constante e envolve muito estudo e coletas em diversas regiões do país. Sempre solicito ajuda e feedback de pesquisadores e ex-participantes dos cursos. E Para mim, este retorno de quem usa a chave é imprescindível!

Em 2006, durante o meu estágio, surgiu a oportunidade de realizar a minha primeira consultoria. Estava no meio da minha graduação. Na USP o curso noturno dura 5 anos. Mesmo inseguro, resolvi ir a tal empresa e encarar! Fiz o trabalho (inventário florestal para construção de um duto) junto a alguns engenheiros florestais, percorrendo a BR-040 no Sudeste de Minas Gerais.
Claro que naquela época não identifiquei nem metade das espécies que vimos, mesmo tendo sido contratado como botânico. Coletei tudo que podia para discutir depois com o meu orientador. Mas o que mais me marcou nesta minha primeira empreitada foi que eu tive a segurança de não permanecer na “zona de conforto” e ir buscar uma nova condição. Muitas outras portas se abriram depois desse primeiro trabalho. Por isso, fica aqui a dica para você A C R E D I T A R em si e buscar fazer o que você não “acha” que não consegue!

Em 2009, logo após a minha formatura, sofri um revés na ascensão da minha carreira profissional e na vida pessoal.

Figura 8. Rodrigo em uma de suas participações em congressos. Fonte: arquivo pessoal.

Figura 8. Rodrigo em uma de suas participações em congressos. Fonte: arquivo pessoal.

Fui diagnosticado com um câncer em estágio avançado, o que me obrigou a uma pausa forçada de minhas atividades e das minhas corridas. Com a aceitação do momento, superação e vontade de viver, veio a ideia de aproveitar os momentos “um pouco mais tranquilos” do tratamento, para nova revisão da chave e análises dos dados coletados ao longo das férias na chácara. Estas análises renderam artigos submetidos e publicados na época. Já recuperado, retomei o mestrado, as consultorias e os cursos nos meses seguintes (Figuras 8 e 9). Iniciei o mestrado com os dados coletados de espécies “não-arbóreas” durante a graduação em áreas de Floresta com Araucária do Estado de São Paulo. Comecei também a trabalhar numa empresa de consultoria, meu primeiro e único chefe. Finalizado o mestrado, vieram capítulos de livros publicados, artigos em revistas indexadas e concurso em uma universidade (Figura 10).

Figura 9. As prestações de consultorias ambientais começaram na faculdade e continuam até hoje. Rodrigo atual como botânico especialista. Na imagem, Rodrigo ao lado de seu amigo e parceiro Lucas Gonçalves em um trabalho realizado no Mato Grosso, Bacia do Ariranha. Fonte: Lucas Gonçalves.

Figura 9. As prestações de consultorias ambientais começaram na faculdade e continuam até hoje. Rodrigo atual como botânico especialista. Na imagem, Rodrigo ao lado de seu amigo e parceiro Lucas Gonçalves em um trabalho realizado no Mato Grosso, Bacia do Ariranha. Fonte: Lucas Gonçalves.

 

Figura 10. Rodrigo em sua defesa de mestrado. Fonte: arquivo pessoal.

Figura 10. Rodrigo em sua defesa de mestrado. Fonte: arquivo pessoal.

Atualmente, sou professor, consultor e doutorando em Biologia Vegetal (UNICAMP). Meu projeto de pesquisa é a

Figura 11. Rodrigo e seus alunos do curso de Biologia da UNISANTOS. Fonte: arquivo pessoal.

Figura 11. Rodrigo e seus alunos do curso de Biologia da UNISANTOS. Fonte: arquivo pessoal.

elaboração de um banco de dados das trepadeiras do Neotrópico citadas em levantamentos florísticos e fitossociológicos, visando à análise dos estudos já realizados e a distribuição geográfica das espécies. As árvores sempre foram objeto de estudos dos meus projetos de pesquisa paralelos. Colaboro também em planos de manejos, trabalhos de pós-graduandos e de instituições privadas. E foi como professor universitário que entrei em contato com a diretoria do Orquidário de
Santos. Pude, após anos de espera, voltar àquele local munido do meu podão e agora com meus alunos (Figura 11)! Hoje ofereço lá parte de uma disciplina e fazemos diversas coletas. Não disse que eu voltaria? Voltei e agora pude coletar as plantas lá!

Sempre busquei fazer o que estava ao meu alcance. Desde ajudar grupos de amigos nas complicadas disciplinas de Taxonomia de Criptógamas e Fanerógamas até de desconhecidos que mandam fotos por email, celular e Facebook, pois seguem o meu trabalho pela Internet (Figura 12). Isto foi outra característica herdada do Geraldo, meu orientador e hoje grande amigo! O fato de gostar de dividir conhecimento, ensinar, ajudar, já foi visto com maus olhos por muitos! Afinal, crio concorrentes, não é? Ensinando o que sei, dividindo a chave, treinando, deixo de ser o dono da verdade. Perco trabalho. Perco grandes chances. Mas, para mim, não.

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Figura 12. Foto do Rodrigo com seus colegas do curso de Ciências Biológicas da USP (Turma 70). Fonte: arquivo pessoal.

 

Muitos me questionam o porquê de não me importar em dividir o que faço e sei. Por que não tenho medo disso!
Para mim, não estou criando concorrentes. Estou criando parceiros! E através destas parcerias surgiram a interação com os órgãos ambientais, universidades, institutos, empresas! Surgiram novos amigos e oportunidades! E este é o lema da Brasil Bioma, a minha empresa. Divulgar conhecimento para promover o crescimento mútuo!
Nessa linha, surgiu no segundo semestre o Portal eFlora. Este portal vem suprir uma demanda sempre apontada por ex-participantes dos cursos. A necessidade de uma educação continuada. Neste portal fechado, além de oferecer cursos na minha área, convidei colegas de diversas áreas de Meio Ambiente (geógrafos, engenheiros, fotógrafos, educadores) para dividir também seus conhecimentos. Além disso, oferecemos lá uma rica biblioteca, minisséries, aulas ao vivo e interação entre os participantes. Eu costumo brinca que é uma mistura de “NetFlix” com Facebook, só que totalmente voltado à área ambiental. Todos os conteúdos presentes no site oferecem certificado para que os assinantes possam impulsionar a sua carreira na área. Saiba mais sobre o portal eFlora aqui!

Para o público geral, visando a disseminação do conhecimento, criei o eFlora Web. Site de divulgação com conteúdo e treinamentos gratuitos. Ele conta ainda com diversas colunas de colaboradores trazendo informações de diversas áreas do conhecimento e de seus respectivos ramos de atuação.

Alguns me definem como um empreendedor nato. Para mim, eu sou um eterno batalhador pela divulgação do conhecimento como forma de aumentar a conservação da Natureza. Afinal de contas, só conservamos o que conhecemos, não acha?

Aprendi em 2009, quando enfrentei o Câncer, a dar valor à vida e a aproveitar cada minuto. Por isso encerro este texto dizendo que se você tem um sonho, corra atrás! Lute! A vida pode lhe pregar “peças”. Situações e pessoas podem lhe fazer querer desistir. Não desista! Busque forças em seus grandes exemplos. E eu tenho a felicidade de ter alguns em especial: meus pais, meu avô, minha família, meu orientador e meu primeiro chefe (Figura 13). Faça a sua vida valer a pena por você e para você. Os outros serão por consequência. Você, sem perceber, faz e pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas. Se eu algum dia puder fazer a diferença na vida de alguém, ter o privilégio de servir de inspiração, tudo terá valido a pena!

Figura 13. Rodrigo e parte de sua família, apontada como seu grande alicerce. Fonte: arquivo pessoal.

Figura 13. Rodrigo e parte de sua família, apontada como seu grande alicerce. Fonte: arquivo pessoal.

Um forte abraço,
Rodrigo Polisel

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