Sete regiões florísticas no Brasil!

Sete regiões florísticas no Brasil!

Após a minha expedição em junho/2017 “Viajando com a Fitogeografia” ao Nordeste do Brasil (Saiba mais sobre essa viagem nesse link), eu pude me deparar com uma série de regiões de transição entre fisionomias de vegetação ou até mesmo de domínios fitogeográficos.

Nessas áreas, a classificação oficial (IBGE ou oriunda de órgãos Estaduais) possui vários equívocos, pois a escala de abordagem é muito diferente da observada no campo. Em alguns casos, temos dois tipos de vegetação co-ocorrendo simultaneamente. É praticamente impossível mapear essa condição numa escala Estadual ou Nacional, ao menos que se faça uma checagem de campo MUITO fiel, o que é praticamente impossível.

Eu observei essa situação, por exemplo, nos seguintes trechos ao longo do meu percurso:

Norte de Minas Gerais: Transição da Floresta Decídua do domínio Mata Atlântica com a Savana Estépica Arborizada do domínio Caatinga em Padre Paraíso, MG (Foto 1);

Foto 1: Vegetação de transição em Padre Paraíso, Norte de Minas Gerais.

Foto 1: Vegetação de transição em Padre Paraíso, Norte de Minas Gerais.

Centro-sul da Bahia: Transição da Savana Arborizada do domínio da Caatinga e encraves de Floresta Semidecídua do domínio Mata Atlântica nas áreas de maior altitude (Foto 2).

Foto 2: Região de transição ecológica no centro sul da Bahia, com a Floresta Estacional (chamada na região de “Mata de Cipó”) nas áreas de maior altitude e a Savana Estépica Arborizada (Caatinga arbustiva) nas áreas suavemente onduladas de altitudes mais baixas.

Foto 2: Região de transição ecológica no centro sul da Bahia, com a Floresta Estacional (chamada na região de “Mata de Cipó”) nas áreas de maior altitude e a Savana Estépica Arborizada (Caatinga arbustiva) nas áreas suavemente onduladas de altitudes mais baixas.

Sul do Piauí: Transição da Savana Estépica Arborizada do domínio da Caatinga com a Savana Arborizada do domínio do Cerrado (Foto 3).

Foto 3: Região de transição entre Cerrado e Caatinga na região de Picos, PI.

Foto 3: Região de transição entre Cerrado e Caatinga na região de Picos, PI.

Centro-Norte do Piauí: Savanas com Carnaúbas que possuem, tanto espécies do Cerrado como da Caatinga (Foto 4), e Savanas do Parque Nacional de Sete Cidades (Foto 5).

Foto 4: Savana com predomínio de Carnaúbas e espécies eventuais de Caatinga na região de Campo Maior, PI.

Foto 4: Savana com predomínio de Carnaúbas e espécies eventuais de Caatinga na região de Campo Maior, PI.

Foto 5: Trecho de Savana Arborizada (Cerrado senso stricto) com presença comum de espécies da Caatinga como Cereus yamacaru (mandacaru) e Pilosocereus gounellei (xique-xique) no Parque Nacional de Sete Cidades no Piauí.

Foto 5: Trecho de Savana Arborizada (Cerrado senso stricto) com presença comum de espécies da Caatinga como Cereus yamacaru (mandacaru) e Pilosocereus gounellei (xique-xique) no Parque Nacional de Sete Cidades no Piauí.

Sudoeste do Piauí: Transição da Savana Arborizada do domínio do Cerrado com a Savana Estépica Arborizada do domínio da Caatinga formando uma vegetação conhecida regionalmente como “Carrasco” (Foto 6).

Foto 6: Vegetação de transição Cerrado x Caatinga conhecida como Carrasco em Bom Jesus, Sul do Piauí.

Foto 6: Vegetação de transição Cerrado x Caatinga conhecida como Carrasco em Bom Jesus, Sul do Piauí.

Centro do Estado de São Paulo: Transição da Floresta Semidecídua do domínio Atlântico e Savana Florestada do domínio do Cerrado (Foto 7).

Foto 7: Ecótono de Floresta Semidecídua e Cerradão em Baurú, SP.

Foto 7: Ecótono de Floresta Semidecídua e Cerradão em Baurú, SP.

Como se pode observar, a classificação destas tipologias transicionais só é possível através do reconhecimento das espécies, tendo em vista que a estrutura da vegetação não nos oferece informação suficiente.

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Além disso, no portal eFlora, eu desenvolvo a Série “Identificando as espécies” para abordar esses aspectos aplicados da Taxonomia de Campo e o seu uso nos diagnósticos de campo. E nessa semana, postei o primeiro post da Série “Transição Ecológica” abordando a vegetação de transição entre Cerrado e Mata Atlântica no interior do Estado de São Paulo. Acesse agora mesmo este conteúdo clicando aqui!

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Até a próxima!

Rodrigo Polisel
Coordenador técnico – Portal eFlora

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