Fauna e riqueza de espécies vegetais

Fauna e riqueza de espécies vegetais

Os baixos valores de riqueza e abundância das espécies secundárias tardias na floresta em estádio médio próxima a nossa base de campo em Juquitiba, sugerem sua dificuldade de se dispersarem.

Um dos motivos para explicar o comportamento de espécies secundária tardias seria a falta de fauna de grande porte e a pressão antrópica.

É o que aponta estudo realizado pelo Rodrigo Polisel e Geraldo Franco na região, comparando trecho de floresta secundária e conservada contínuas.

Fonte: Árvore, ser tecnológico.

Fonte: Árvore, ser tecnológico.

Segundo Rodrigo Polisel, o histórico é um importante fator para explicar a diferença no padrão de riqueza e diversidade: “É importante frisar que o remanescente de Juquitiba se encontra em região sem Unidade de Conservação e sem fauna associada de grande porte devido à caça predatória“.

Há uma evidente dificuldade de dispersão dos diásporos de espécies secundárias tardias, ou seja, é raro encontrá-las longe da planta-mãe.

Rodrigo elenca as famílias mais suscetíveis de serem afetadas pela defaunação: Arecaceae, Chrysobalanaceae, Sapotaceae e Fabaceae.

Artigo

Artigo publicado por Rodrigo Polisel e Geraldo Franco comparando dois trechos de Floresta Ombrófila Densa em Juquitiba, SP.

 

No final da publicação, Rodrigo discute até que ponto é possível afirmar se os fragmentos secundários estariam numa situação de estabilidade e se seriam sustentáveis.

Finaliza então reforçando a necessidade de enriquecimento e utilização de espécies secundárias tardias e zoocóricas na restauração dos fragmentos secundários além de reintrodução da fauna.

Saiba mais acessando a publicação:

Rodrigo T. Polisel & Geraldo A. D. C. Franco (2010). Comparação florística e estrutural entre dois trechos de Floresta Ombrófila Densa em diferentes estádios sucessionais, Juquitiba, SP, Brasil. Hoehnea 37(4): 691-718.

 

 

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