Entrevista com Marina Almeida – Bióloga

Entrevista com Marina Almeida - Bióloga

Entrevistamos a bióloga Marina Almeida, consultora autônoma, que nos contou sobre a dificuldade que teve para qualificar sua equipe de consultoria a qual era gerente técnica e como encontrou nos cursos do Eflora uma caminho  para solucionar este problema.

Marina, conte-nos um pouco sobre a sua história profissional

Marina

Marina Almeida, bióloga e consultora ambiental. Fonte: Arquivo pessoal.

Sou bióloga formada pela USP, interessada em ecologia vegetal desde a graduação, e iniciei minha experiência profissional em 2002, quando passei a estagiar em empresa de consultoria ambiental. Formada, fui efetivada na empresa, como bióloga atuante principalmente nos levantamentos, caracterizações de vegetação, avaliação de impactos ambientais e proposição de medidas mitigadoras e programas de compensação relativos à flora.
Ao longo da carreira, passei por outras duas empresas de consultoria, ascendendo a cargos de coordenação, gerência e direção técnica de projetos e de equipes, atuando em estudos ambientais diversos, dentro de processos de licenciamento ambiental em suas diversas fases (estudos prévios de impacto ambiental, detalhamento de programas de controle e monitoramento ambiental, execução de programas, etc.), além de projetos de planejamento territorial (como planos de manejo), auditorias e regularizações ambientais.

Em 2014, iniciei minha carreira como autônoma, com o novo desafio de seguir na consultoria como prestadora de serviços, voltando a focar mais nas análises técnicas propriamente ditas do que à coordenação de projetos e equipes, o que tem dado certo até o momento, apesar da crise que o país vem enfrentando (2016).

Como você aplica seus conhecimentos em botânica e meio ambiente?

Meus conhecimentos de botânica e meio ambiente são aplicados constantemente, no dia a dia do meu trabalho. Para elaborar propostas e orçamentos de trabalho, já preciso ter noção do Domínio Fitogeográfico no qual o empreendimento está inserido, a fim de saber o que me espera na realização do trabalho.

Esse conhecimento, juntamente com uma primeira análise das formações vegetais ali presentes, é importante para um bom planejamento dos dados a serem levantados, assim como para a definição dos métodos e tamanho amostrais. Já na execução do trabalho, o conhecimento em botânica é fundamental, pois sem a identificação das espécies não é possível realizar análises adequadas, saber quais as características e funcionalidades daquela comunidade, seu estado de conservação, como aquelas populações interagem entre si e com o meio, qual sua importância ecológica e econômica, o que tais espécies indicam a respeito do solo, das condições hídricas, do ambiente em geral.

Somente fazendo tal diagnóstico é possível avaliar adequadamente os impactos ambientais da instalação e operação de determinado empreendimento e, assim, poder propor medidas que os minimizem e compensem.

Mas o que te levou a comprar os cursos presenciais e on line da Brasil Bioma?

Procurei o curso presencial de identificação botânica em 2010, quando atuava na gerência técnica do departamento de ecossistemas terrestres da empresa de consultoria na qual trabalhava. Não apenas para rever e atualizar meus conhecimentos como também treinar minha equipe: levei todos do departamento para o curso (inclusive aqueles que trabalhavam com fauna!). Além de nos proporcionar uma vivência e uma confraternização fora do escritório, era importante que os colaboradores melhorassem sua capacidade de identificar as espécies com as quais se deparavam no campo, aumentando a qualidade de seus relatórios e minimizando os gastos da empresa com o envio de exsicatas para identificação junto a especialistas.

Posteriormente, já como autônoma, senti novamente necessidade de retomar meus conhecimentos, pois a atuação em cargos gerenciais me afastou da técnica. Por essa necessidade de ‘tirar a ferrugem’ dada pela falta de prática, e pela oportunidade de repassar o curso quantas vezes quiser e de onde estiver, optei por adquirir o curso on-line. Além disso, os materiais de apoio constantemente atualizados que são oferecidos no curso on-line são fundamentais e inigualáveis –  não há nada parecido no mercado.

Você teve algum receio antes de se inscrever nos cursos presenciais e on line? Se sim, qual (ou quais)?

Ao adquirir o curso presencial, tive o receio de que ele ficasse aquém do esperado e que pouco contribuísse para aprofundar o conhecimento da equipe do departamento, principalmente porque eu, como gerente técnica do departamento, precisaria garantir à empresa o retorno do investimento. Na aquisição do curso on-line, já estava segura do que receberia, como já havia passado pelo curso presencial, e não tive nenhum receio de fazer o investimento, que já era próprio.

Então após a conclusão do curso presencial, você solucionou todas as dúvidas que possuía sobre os cursos?

Sim! Todo o meu receio foi solucionado, pois vi melhora na integração da equipe, com maior troca de conhecimentos, e o aumento da facilidade em identificar os materiais botânicos, especialmente para aqueles que continuaram praticando, reduzindo o tempo de análise dos dados para elaboração dos relatórios e aumentando a qualidade dos mesmos.

Mas qual era sua expectativa no início? Esta expectativa foi alcançada?

Antes de iniciar o curso, minha principal expectativa era de que a equipe e eu pudéssemos ter mais facilidade em identificar as plantas através de caracteres vegetativos, na ausência de flores e frutos, que era como encontrávamos as plantas na maior parte das vezes em campo. Tive minha expectativa atingida, pois, ainda que não conseguíssemos chegar em espécie, adiantamos muito a identificação em níveis taxonômicos de família e gênero, o que já nos fornecia muitas informações sobre a comunidade em estudo.

Além disso, essa expectativa foi superada pelo módulo extra oferecido pela equipe da Brasil Bioma, com a visita a áreas de Mata Atlântica em diferentes estágios de regeneração, o que nos permitiu discutir, em campo, a classificação sucessional tão necessária à aplicação adequada da legislação ambiental e nem sempre muito fácil de se determinar.

Conte-me um pouco sobre como você está aplicando o conteúdo que foi adquirido através de um dos cursos e materiais da Brasil Bioma.

Além da aplicabilidade cotidiana dos conhecimentos de botânica e ecologia vegetal na minha profissão, como respondido anteriormente, utilizo muito a chave, consulto o guia fotográfico, e revejo as aulas quando tenho dúvidas sobre as características de algumas famílias, para ajudar a identificar o material que tenho em mãos.

No geral, como você considera que foi o seu grau de aprendizado?

Desconheço outro curso que ofereça o aprendizado que a Brasil Bioma oferece. Ainda que aborde um conteúdo que não é fácil, a identificação botânica, tive a oportunidade de rever e fixar melhor meus conhecimentos, além de me aprofundar, aprender mais e de forma bastante prática e aplicada – o que é fundamental para minha vida profissional. É claro que, sem a prática, como bem alerta o Rodrigo, acabo me esquecendo de muita coisa, mas aí é só eu buscar rever alguma aula e voltar a treinar, que volto a conseguir avançar nas identificações. Assim, considero que meu grau de aprendizado com o curso foi muito bom, e a oportunidade de sempre retomá-lo para relembrar é também um diferencial oferecido.

Para entrar em contato com a Marina e conhecer mais sobre ela e os trabalhos que ela oferece como consultora ambiental autônoma, envie um email para [email protected]

Conheça o curso de taxonomia vegetal criado pelo botânico Rodrigo Polisel do eFlora e da Brasil Bioma: www.taxonomiavegetal.com.br

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