Os efeitos do desmatamento na dinâmica da Floresta Amazônica no Mato Grosso

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Quais os danos causados pelo desmatamento na floresta amazônica?

TQ MATO GROSSO 15.10.2015 METR”POLE EXCLUSIVO EMBARGADO ***ATEN«√O N√O PUBLICAR ANTES DO ESPECIAL*** AMAZ‘NIA CERRADO FLORESTA SOJA CADERNO ESPECIAL COP ONU Na foto o pesquisador Claudinei Oliveira dos Santos, o "San", de 28 anos, biÛlogo do IPAM, na torre de 36 metros de altura da Fazenda Tanguro. Equipamentos medem os impactos do aquecimento global. Reportagem do Estad„o percorreu diversas cidades do estado do Mato Grosso, estado que segundo mediÁıes foi o que mais desmatamento teve, para conversar com fazendeiros de soja, ambientalistas, pesquisadores, Ìndios e coletores de sementes para traÁar um perfil das mudanÁas clim·ticas. FOTO TIAGO QUEIROZ/ESTAD√O

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

 

Hora fogo, hora água.

Esta é a história da Fazenda Tanguro, localizada no Estado de Mato Grosso.

Por muitos anos, o proprietário da Fazenda Tanguro, Blairo Maggi, ex-governador do estado e atual Ministro da Agricultura, conhecido como o “rei da soja”, por causa da expansão do cultivo do grão sobre áreas de floresta, foi considerado inimigo da floresta, sendo retratado no jornal The New York Times, em 2003, como tal. Em 2005, recebeu do Greenpeace o prêmio “motosserra de ouro”.

Hoje, a propriedade representa um laboratório a céu aberto na Amazônia. A fazenda passou por várias etapas de desmatamento até 1992, primeiramente para a colocação de pasto, que depois foi substituído por soja.

Em 2004, a propriedade fechou uma parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). O objetivo principal da pesquisa é avaliar o efeito do fogo na resiliência da floresta, bem como entender o que acontece na temperatura, na umidade do ar, no fluxo de água e de gases de efeito estufa e no regime de chuvas. Enfim, avaliar a capacidade da floresta de lidar com o fogo e na biodiversidade com as mudanças na paisagem.

Os resultados apurados são promissores, em todos os aspectos principalmente relacionados ao solo, a água, ao ar, a fauna e a flora.

Considera-se irreversíveis os danos causados pelo desmatamento e conversão da terra para a agropecuária, portanto um passivo ambiental permanente. No entanto, iniciativas como esta representam um alento e um incentivo ao desenvolvimento de ações que integram pesquisa e produção no longo prazo.

Para maiores informações sobre o projeto, consultar a Tese de doutorado de Divino Vicente Silvério, doutor pela UnB e pesquisador do IPAM.

 

Referências Bibliográficas:

http://sustentabilidade.estadao.com.br/blogs/ambiente-se/um-laboratorio-a-ceu-aberto-das-transformacoes-na-amazonia/

http://projetotanguro.org/?post_type=template&p=10699

http://www.atribunamt.com.br/2011/02/workshop-discute-pesquisas-com-fogo-controlado-em-mato-grosso/

http://governancaflorestal.iieb.org.br/noticias/view/479/um_laboratorio_a_ceu_aberto_das_transformacoes_na_amazonia

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Gabriel Lima é graduado em Ciências Biológicas, e assistente de redação no eFlora Web. Considera-se um admirador das plantas e amante da Botânica.